sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As Empresas Sondagens… Os putativos donos da “bola de cristal”…

É mais antigo do que o próprio homem… Querer prever o futuro. Era assim no início por questões de sobrevivência. Era importante saber quando ia chover ou quando algum mau olhado caia sobre a nossa família no sentido de, com antecedência se poder antecipar os males que estariam para vir, adoptando medidas preventivas, como por exemplo antecipar uma colheita, ou no outro caso, comprar uma valente marreta para amaciar o ímpeto de algum agressor.

Nos dias de hoje, para além das bruxas e cartomantes, que lidam com as ambições mais básicas dos indigentes que as frequentam, à procura de “dinheiro” e “amor”, temos outro tipo de entendidos nessa coisa de “prever o futuro”: Os senhores das empresas de sondagens.

Ora bem… Quem são eles? Os senhores das empresas de sondagens são uns cavalheiros que fazem umas perguntas giras sobre o sentido de voto de um determinado grupo de pessoas, escolhidas de uma determinada forma muito cientifica, e depois de tudo somado, dizem aquilo que alguém (não sabemos quem) indica ser o que se vai passar depois de umas eleições e, cereja no topo do bolo, ainda metem uns números para dar uma ideia de rigor à coisa. Claro que têm sempre um intervalo de segurança (entre X e Y), no fundo exactamente a mesma coisa que as bruxas e cartomantes fazem… Pode correr “assim”, mas pode correr “assado”, dependendo da opção que cada um tomar…

Mas é exactamente isso… Depende da opção que cada um tomar. É que esta coisa do negócio das “sondagens”, supostamente “rigorosas”, têm, em primeiro lugar, um senão: quem é que as paga? Será que são feitas pela Comissão Nacional de Eleições? É que se não, penso que não serão feitas de borla, o que levanta toda uma série de questões. Por outro lado, dependem da vontade dos eleitores, na hora de fazerem a cruz no boletim de voto, embora quem as encomenda e as divulgue, ainda pense que elas condicionam o eleitor.

É que até essa hora, há sempre os tais “meros” vinte ou trinta por cento de indecisos, e ainda os outros que olham para o símbolo do partido que é responsável pelo marido ou mulher terem perdido o emprego, ou pelo filho bolseiro que não recebe o respectivo apoio há mais de um ano, ou ainda que moram no “deserto da margem sul” ou ainda numa zona do interior que perdeu a maternidade ou o posto médico e subitamente… Põe a cruz em quem pode efectivamente correr com “os que lá estão”… E, nesse caso, o que vale a “bola de cristal” das empresas de sondagens? Vale o que se viu nas eleições Europeias… Rigorosamente nada!

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