domingo, 28 de junho de 2009

A importância das datas eleitorais


Com a definição das datas, agora será possível desenhar com maior rigor o quadro dos actos eleitorais que se aproximam. Legislativas a 27 de Setembro. Autárquicas a 11 de Outubro.

O dia 27 de Setembro, dia escolhido para as Legislativas, é o último domingo do mês, o que dá margem para, no máximo, 3 semanas de campanha a sério. Isto porque o Agosto é um mês complicado para conseguir mobilizações em massa (talvez se assista ao regresso do Pontal com revigorado impacto político como acto de lançamento da campanha eleitoral).

Quanto ás Autárquicas, já se sabia que o governo tinha escolhido o dia 11 de Outubro para a sua realização, trata-se do 2º domingo do mês de Outubro, o que deixa apenas uma semana de intervalo entre Legislativas e Autárquicas. Sem dúvida que o impacto das primeiras sobre as segundas não se deixará de fazer notar. Seria sempre assim (excepto no caso de as datas coincidirem), no entanto tanta proximidade irá com certeza ampliar o efeito de “ricochete”.

Cumpre agora aos analistas políticos e responsáveis das campanhas fazerem a respectiva análise de cenários no sentido de compreender quais os efeitos que uma vitória ou derrota nas Legislativas terá sobre a mobilização do eleitorado para as Autárquicas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O PS dos aflitos

E eis que passada a derrota eleitoral das Europeias e a consequente ingestão de doses massivas de Prozac para o José Sócrates assumir a postura de um elegante e polido primeiro ministro, qual “madalena arrependida”, tivemos ontem de regresso ao parlamento o mesmo individuo que nos tem governado nos últimos anos.

Lá estava ele pronto para agredir verbalmente o deputado Diogo Feio, que o interpelou por causa do negócio da PT com a TVI, enervado com uma pergunta do deputado do PP que pretendia obter um esclarecimentos do governo sobre as circunstancias em que uma empresa que tem uma “Golden Share” do Estado se preparava para adquirir por perto do dobro do preço da cotação em bolsa a estação de TV, que por mero acaso, tem sido uma fonte de dores de cabeça para o José Sócrates. Esperto, Francisco Louçã lançou novo arremesso contra o chefe do governo, para explorar o estado de enervamento em que ele se encontrava, para gáudio dos telespectadores que assim relembraram as razões porque votaram contra José Sócrates nas Europeias.

Assim vai o PS, num trajecto em linha recta para um beco sem saída, por um lado, tentando todas as fintas admissíveis ou não em Democracia (apesar de José Sócrates jurar a pés juntos que nada sabia do negócio da PT), por outro lançando novo anátema sobre o PSD por ainda não ter divulgado o programa de governo, claro que o PS também não o divulgou… Mas isso agora não interessa nada, pois não?

E isto tudo apesar de o caso Freeport já ter chegado à constituição como arguido de alguém que todos os dias privava, no seu gabinete, com o anterior ministro do ambiente, e actual primeiro-ministro. O que diria agora sobre isto Vital Moreira, o candidato Socialista ás Europeias: É esta a gente que queremos para governar o nosso país?

terça-feira, 23 de junho de 2009

O homem das tretas.

O homem das tretas, é aquele que não sabe quem é. O homem das tretas, é aquele que não sabe quem foi. O homem das tretas, é aquele que não sabe para onde quer ir. O homem das tretas, é aquele que promete mas não cumpre. O homem das tretas, é aquele que muda apenas nas alturas em que está aflito. O homem das tretas, é aquele ignorante que se arma em arrogante.

O homem das tretas, é o que usa uma linguagem vulgar para esconder as suas limitações argumentativas. O homem das tretas, é o que intimida em lugar de convencer. O homem das tretas, é o que agride quem se lhe opõe e ignora a dialéctica Democrática.

O homem das tretas, é aquele não tem ideias e vende apenas a sua imagem. O homem das tretas, encontra quem lhe fabrique a imagem e lhe escreva o discurso, para no caso de as coisas correrem mal, culpa-los a eles do fracasso.

O nosso homem das tretas, é José Sócrates. Vimo-lo na SIC a representar o papel absolutamente deprimente de alguém que se entrega a qualquer papel, mesmo que seja antagónico a si próprio para tentar ganhar umas eleições. É este o tipo de gente que está, neste momento, à frente do PS, por ineptidão de uns e cobardia de outros, certamente.

A grande questão é… Até quando?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Obrigado a todos... Falta agora correr com José Sócrates



A todos aqueles que nos seus empregos sofreram perseguições por serem do PSD ou de outros partidos da oposição. A todos aqueles que viram o seu nome nos jornais simplesmente porque tal significava qualquer difusa vantagem numa qualquer obscura jogada socialista. A todos os que passaram horas a contribuir para o delinear das estratégias para começar a derrotar este péssimo conjunto de governantes... Muito obrigado. Valeu a pena.

E valeu a pena porque hoje foi derrotado dos piores conjuntos governativos de que há memória. Este governo é fraco, politicamente obtuso, incorrecto nos processos, mudo nas ideias, cego nas acções, subtil mas totalmente opressivo perante aqueles que se lhes opõem, no uso legitimo e legal dos seus direitos de livre expressão.

Ninguém se pode esquecer de como trataram os que disseram que a Ota não era um local apto para um aeroporto e, muito menos, o de Lisboa. Ninguém se pode esquecer como este grupo de pessoas tentou instrumentalizar a DREN, mantendo e estimulando a acção daquela inacreditável directora regional. Mas mais grave para o país, ninguém se esquece como este conjunto de pessoas, lideradas por um indivíduo de fracas qualidades, incapaz sequer de cumprimentar directamente o seu adversário Paulo Rangel, no hora da vitoria, foi capaz de ignorar, sem nenhuma excepção, todas as propostas da oposição no sentido de introduzir novas soluções governativas, minorando os nefastos efeitos sociais de uma política ultraliberal, conduzida pela mão de José Sócrates.

Ainda, ninguém se esquece do que este grupo de pessoas fez ás classes profissionais que estruturam este país, começando pelos Professores, passando pelos Juizes e Polícias e Médicos e acabando nos restantes funcionários públicos. Não se trata tanto da vontade de reformar.
Trata-se isso sim, das "reformas" feitas contra as pessoas, agredindo as pessoas, em alguns casos até, humilhando as pessoas.

Depois há ainda uma panóplia e atitudes suspeitas que deixam qualquer um perplexo, tais como, e só para não ser exaustivo, aquela mudança da legislação penal sobre o cúmulo do crime de pedofilia, juntando todos os crimes num só e limitando a sua punição como se de um só acto se tratasse. O Ministro Rui Pereira, meu ilustre professor de direito penal devia ter algum pudor a pertencer a um governo com estes procedimentos, ainda para mais a meio de um processo como o da Casa Pia.

Contudo, este resultado pode ser enganador, se a luta não continuar, se as classes profissionais não mantiverem o movimento de contestação permanente ás políticas deste grupo de pessoas, incapazes para enfrentar uma crise desta dimensão, se a líder da oposição não mantiver a sua linha de falar verdade ás pessoas, então esta vitoria de nada servirá pois o caminho é longo e ainda agora o país começou a dar os primeiros para devolver esta gente à insignificância devida, juntamente com a quantidade impressionante de pseudo jornalistas e outros pseudo "ajudantes" mais ou menos encapotados.

Que o próximo Governo de Portugal saiba respeitar os seus Cidadãos e ser respeitado por eles. Este interregno "governativo" será sempre de má memória. Talvez com Jorge Sampaio a Presidente, teria já havido até razões para convocar eleições antecipadas, dado que, um governo PSD foi por ele demitido por razões de incapacidade governativa, e "nós" não nos esquecemos disso.