quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Noticias e Jornalistas




Não é por causa de o Sr. Presidente da República se ver obrigado a publicar as suas fontes de rendimento e aplicações financeiras com receio da criatividade dos jornalistas, que obviamente não se ensaiam nada em manchar a sua imagem, sem pensar duas vezes que se trata da primeira figura do Estado, pelo simples facto de ter como amigo Dias Loureiro, seja este individuo quem seja…

Não é por causa de ser óbvio para uma criança de 5 anos que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite, foi muito pressionada pelos jornalistas para falar para depois, cada vez que fala, seja por que motivo for, com ironia, com sarcasmo, ou seja com outra figura de estilo qualquer, os mesmos jornalistas procuram sempre a mesma coisa, denegrir as suas palavras e apagar a mensagem politica que tenta transmitir…

Não é por a minha carreira profissional ter sido quase destruída por causa de uma jornalista do Público chamada Ana Henriques, que decidiu ficcionar uma determinada situação inexistente, envolvendo o meu nome…

A verdade é que, pessoas sérias, honestas e trabalhadoras, são manchadas e amassadas por uns quantos “jornalistas” ao serviço de interesses mais ou menos inconfessáveis, mas ao mesmo tempo óbvios. A verdade é que, se pensarmos com maior profundidade sobre o assunto, o governo não fez com o estatuto dos jornalistas o que está a fazer a propósito dos professores… Mal ou bem, melhor ou pior, levar as coisas até ao fim.

Um país que tem este conjunto de maus profissionais, que confundem “opinar” e “insinuar” com jornalismo, não pode ter bons órgãos de comunicação social, e nesse caso, quem tem razão é mesmo o Prof. Cavaco Silva, a resposta a dar é mesmo não ler estes jornais.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Castilho dos Santos trucida José Sócrates


Estava José Sócrates a dar o seu melhor (não sei se alguém reparou) para dar a outra imagem de si próprio e deste governo, por forma a isolar Manuela Ferreira Leite à direita, devido aos seus comentários sobre o emprego aos cidadãos de leste e de Cabo Verde, a propósito da politica de obras públicas, qual perigosa defensora da extrema-direita e da violência xenófoba, eis quando senão… Castilho dos Santos falou.


Castilho dos Santos, esse importantíssimo secretário de Estado da Administração Pública do presente governo socialista (com « s » pequeno). A bem da verdade, ninguem conhecia Castilho dos Santos e o homem devia andar aborrecido da vida. Afinal ser secretario do governo de José Sócrates deve ser um incomodo porque, tantos anos à espera para ligar para casa a dizer « Mama já sou secretário de Estado » e depois o senhor Primeiro Ministro não nos dá relevância publica nenhuma. Até a sua mama já duvidava se realmente Castilho dos Santos seria mesmo secretário de Estado.


Isto até que Castilho dos Santos resolveu brindar-nos a todos, com um expressivo « os trabalhadores que não estão com a reforma serão trucidados ». O que o senhor secretário de Estado não sabe é que « trucidado » muito provavelmente será ele, porque, das duas uma, ou o eng.º Sócrates o « trucida » para evitar ser ele próprio « trucidado », numa inteligente politica de contenção de danos. Ou, por outro lado, há pelo menos 120.000 almas que, pelo que temos visto ali para as bandas da Av. da Liberdade não se importarão de trucidar o PS, votando num qualquer outro partido da oposição que não tenham como discurso e forma de acção politica a ameaça de « trucidar » os seus opositores…


A verdade é que Castilho dos Santos não tem culpa do que disse, afinal andou tanto tempo a ouvir o José Socrates e a ministra da educação que o coitado pensou que estava a alinhar pela "musica" que a "banda socialista" andava a tocar. Só que, ó senhor secretário de Estado, a sua "banda" já está a tocar outra "musica"… Ainda não ouviu ?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Alternativas



O facto de, pela segunda vez no espaço de oito meses, estarem cerca de 120 mil professores na rua, motiva uma reflexão sobre as alternativas ao actual governo socialista.

Não se trata de repisar os argumentos a propósito da avaliação dos professores, nem chamar à colação as incumpridas promessas eleitorais do governo, como a suposta criação dos empregos (real, supunha-se, e não apenas ponderada os que entretanto desapareceram), ou como a suposta convergência com a média do crescimento europeu, que nunca existiu, na verdade, nem estamos a crescer. Nessa medida, o que se pretende é olhar para a líder do maior partido da oposição e tentar ver o que a Dra. Manuela Ferreira Leite (MFL) tem para oferecer de diferente, por forma a perceber se é possível dizer que existe uma opção válida.

Vejamos então: MFL defende o apoio às pequenas e médias empresas, dado que, segundo os números que apresenta é aí que se defende o emprego. Assim, para MFL seria imperioso, neste momento, o Estado “acertar contas” com as PME’s a nível fiscal e, presume-se a nível do pagamento das encomendas e compras ainda por pagar (cerca de 2 mil milhões de euros), sendo que, tal medida, juntamente com a redução de 1% na taxa social única, o alargamento do período de atribuição de subsidio de desemprego, e finalmente, na revitalização dos certificados de aforro, significaria um aumento do deficit de 2,2% para 2,6% (ainda dentro da margem dos até 3% que a UE estabeleceu para 2009).

Por outro lado, MFL defende uma revisão de certos dogmas do actual governo socialista, tais como, o novo Aeroporto e o TGV, tendo explicado que não se trata de parar o investimento público, mas de adequa-lo em função da actual crise financeira e ponderá-lo na medida do rácio custo beneficio evitando endividar as gerações futuras com obras de impacto social limitado (como auto-estradas em zonas já servidas por boas vias de comunicação ou como a falta de rentabilidade da maioria das linhas do TGV, por contraposição com os preços das ligações aéreas). Ainda uma palavra para o estilo de governação, isto porque MFL tem evoluído as suas posições para uma clara clivagem com o actual governo de José Sócrates, em relação aos métodos de governação.

Assim, MFL critica a forma como se processou o aumento do salário mínimo, sem que, em face do agravamento da situação económica internacional o plano de aumentos até 2011 (500 euros), fosse objecto de nova apreciação na concertação social. Finalmente, MFL compreendeu os argumentos dos professores e afirmou que, em face do descontentamento da larga maioria dos profissionais da educação, seria melhor ponderar o método de avaliação e aperfeiçoa-lo a quem o aplica, por forma, a torna-lo exequível.

Em face destes e outros argumentos, julgo que, MFL pode até não ter o ar moderno do primeiro-ministro, pode não correr “meia dúzia de km’s” pelas ruas das capitais que visita, ou até, não ter perfil para vender computadores Magalhães numa qualquer reunião Latino-Americana, no entanto, uma alternativa válida e democrática começa a desenhar-se, a bem da Nação.