
Estava José Sócrates a dar o seu melhor (não sei se alguém reparou) para dar a outra imagem de si próprio e deste governo, por forma a isolar Manuela Ferreira Leite à direita, devido aos seus comentários sobre o emprego aos cidadãos de leste e de Cabo Verde, a propósito da politica de obras públicas, qual perigosa defensora da extrema-direita e da violência xenófoba, eis quando senão… Castilho dos Santos falou.
Castilho dos Santos, esse importantíssimo secretário de Estado da Administração Pública do presente governo socialista (com « s » pequeno). A bem da verdade, ninguem conhecia Castilho dos Santos e o homem devia andar aborrecido da vida. Afinal ser secretario do governo de José Sócrates deve ser um incomodo porque, tantos anos à espera para ligar para casa a dizer « Mama já sou secretário de Estado » e depois o senhor Primeiro Ministro não nos dá relevância publica nenhuma. Até a sua mama já duvidava se realmente Castilho dos Santos seria mesmo secretário de Estado.
Isto até que Castilho dos Santos resolveu brindar-nos a todos, com um expressivo « os trabalhadores que não estão com a reforma serão trucidados ». O que o senhor secretário de Estado não sabe é que « trucidado » muito provavelmente será ele, porque, das duas uma, ou o eng.º Sócrates o « trucida » para evitar ser ele próprio « trucidado », numa inteligente politica de contenção de danos. Ou, por outro lado, há pelo menos 120.000 almas que, pelo que temos visto ali para as bandas da Av. da Liberdade não se importarão de trucidar o PS, votando num qualquer outro partido da oposição que não tenham como discurso e forma de acção politica a ameaça de « trucidar » os seus opositores…
A verdade é que Castilho dos Santos não tem culpa do que disse, afinal andou tanto tempo a ouvir o José Socrates e a ministra da educação que o coitado pensou que estava a alinhar pela "musica" que a "banda socialista" andava a tocar. Só que, ó senhor secretário de Estado, a sua "banda" já está a tocar outra "musica"… Ainda não ouviu ?
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