quinta-feira, 25 de junho de 2009

O PS dos aflitos

E eis que passada a derrota eleitoral das Europeias e a consequente ingestão de doses massivas de Prozac para o José Sócrates assumir a postura de um elegante e polido primeiro ministro, qual “madalena arrependida”, tivemos ontem de regresso ao parlamento o mesmo individuo que nos tem governado nos últimos anos.

Lá estava ele pronto para agredir verbalmente o deputado Diogo Feio, que o interpelou por causa do negócio da PT com a TVI, enervado com uma pergunta do deputado do PP que pretendia obter um esclarecimentos do governo sobre as circunstancias em que uma empresa que tem uma “Golden Share” do Estado se preparava para adquirir por perto do dobro do preço da cotação em bolsa a estação de TV, que por mero acaso, tem sido uma fonte de dores de cabeça para o José Sócrates. Esperto, Francisco Louçã lançou novo arremesso contra o chefe do governo, para explorar o estado de enervamento em que ele se encontrava, para gáudio dos telespectadores que assim relembraram as razões porque votaram contra José Sócrates nas Europeias.

Assim vai o PS, num trajecto em linha recta para um beco sem saída, por um lado, tentando todas as fintas admissíveis ou não em Democracia (apesar de José Sócrates jurar a pés juntos que nada sabia do negócio da PT), por outro lançando novo anátema sobre o PSD por ainda não ter divulgado o programa de governo, claro que o PS também não o divulgou… Mas isso agora não interessa nada, pois não?

E isto tudo apesar de o caso Freeport já ter chegado à constituição como arguido de alguém que todos os dias privava, no seu gabinete, com o anterior ministro do ambiente, e actual primeiro-ministro. O que diria agora sobre isto Vital Moreira, o candidato Socialista ás Europeias: É esta a gente que queremos para governar o nosso país?

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