
Ao revisitar a obra de Giuseppe Verdi, é inevitável a comparação entre o primeiro-ministro de Portugal e o famoso Rigoletto. Vejamos então os mais recentes sinais exteriores desse “espírito volúvel” que preside às quintas-feiras, ali para os lados de Campo de Ourique, a reunião do Conselho de Ministros:
O primeiro-ministro visitou recentemente os EUA, reuniu com presidente americano, George Bush. Durante o “meeting”, o intratável Texano/Republicano, atirou para o colo do nosso primeiro-ministro o seguinte “statement”: Agradeço ao povo Português a decisão de ajudar o Iraque e o Afeganistão… Ao que a nossa “donna mobile”, que ao que parece, ainda é líder do partido que, através da participação de algumas das suas principais personalidades, sancionou as manifestações contra a guerra no Iraque e contra o PSD de Durão Barroso, respondeu apenas que “esse era um assunto delicado e que via com bons olhos a declaração dos EUA sobre o médio oriente e a nomeação de Tony Blair para liderar o Quarteto para a região”. Quer dizer, ou nosso primeiro-ministro encolhe-se perante mais uma das famosas gafes de Bush e, com isso, acaba por tacitamente sancionar a politica Bush para o Iraque, ou, tão grave como isso, aceitou agora e de forma inesperada a decisão de Durão Barroso como sendo a mais acertada, ao mesmo tempo que assume que o PS errou ao condenar a guerra no Iraque? Em qualquer dos casos, esta é a personalidade que temos como primeiro-ministro.
Mais,
O primeiro-ministro, presidente da UE durante 180 dias, celebra com champagne a assinatura do que se espera se venha a chamar de “tratado de Lisboa”. Ao mesmo tempo lança o mais recente tabu da vida politica nacional: O refendo. Na realidade, não sei se há sequer tabu. Sócrates não deverá mesmo criar em Portugal o precedente europeu do referendo, pondo em risco a vida do documento que ele tanto se empenhou para conseguir e celebrou efusivamente uma vez alcançado o tão desejado acordo. Acontece que, mais uma vez, como em tantas outras, o nosso primeiro-ministro vai perder a face e quebrar uma promessa feita anteriormente… “La donna e mobile”.
O primeiro-ministro visitou recentemente os EUA, reuniu com presidente americano, George Bush. Durante o “meeting”, o intratável Texano/Republicano, atirou para o colo do nosso primeiro-ministro o seguinte “statement”: Agradeço ao povo Português a decisão de ajudar o Iraque e o Afeganistão… Ao que a nossa “donna mobile”, que ao que parece, ainda é líder do partido que, através da participação de algumas das suas principais personalidades, sancionou as manifestações contra a guerra no Iraque e contra o PSD de Durão Barroso, respondeu apenas que “esse era um assunto delicado e que via com bons olhos a declaração dos EUA sobre o médio oriente e a nomeação de Tony Blair para liderar o Quarteto para a região”. Quer dizer, ou nosso primeiro-ministro encolhe-se perante mais uma das famosas gafes de Bush e, com isso, acaba por tacitamente sancionar a politica Bush para o Iraque, ou, tão grave como isso, aceitou agora e de forma inesperada a decisão de Durão Barroso como sendo a mais acertada, ao mesmo tempo que assume que o PS errou ao condenar a guerra no Iraque? Em qualquer dos casos, esta é a personalidade que temos como primeiro-ministro.
Mais,
O primeiro-ministro, presidente da UE durante 180 dias, celebra com champagne a assinatura do que se espera se venha a chamar de “tratado de Lisboa”. Ao mesmo tempo lança o mais recente tabu da vida politica nacional: O refendo. Na realidade, não sei se há sequer tabu. Sócrates não deverá mesmo criar em Portugal o precedente europeu do referendo, pondo em risco a vida do documento que ele tanto se empenhou para conseguir e celebrou efusivamente uma vez alcançado o tão desejado acordo. Acontece que, mais uma vez, como em tantas outras, o nosso primeiro-ministro vai perder a face e quebrar uma promessa feita anteriormente… “La donna e mobile”.
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