quarta-feira, 23 de abril de 2008

Manuela Ferreira Leite - O regresso da guerreira


Quando muitos pensavam que já se tinha dito e escrito tudo sobre Manuela Ferreira Leite (MFL), de ministra das Finanças e sempre uma possível ministeriável, de presidente da mesa em diversos congressos, a cacique e notável do partido, eis que se prevê que ela regresse agora como candidata à liderança do PSD, concorrendo com outros companheiros como Pedro Passos Coelho e Patinha Antão.


O que representa hoje em dia MFL para o PSD? Em primeiro lugar, MFL na liderança do partido dá uma nova imagem ao país. Uma imagem de grande eficiência e grande capacidade de que o PSD e o país está absolutamente carenciado. Isto porque, as diversas diatribes internas do maior partido da oposição, fragilizaram a sua imagem junto do eleitorado e criaram a justa convicção dentro do governo de que não há uma verdadeira oposição. Tal convicção é bem notória na sua postura do Primeiro-Ministro quando se dirige à bancada parlamentar do PSD.


Por outro lado, MFL é ainda uma referência de unidade no partido e uma líder federadora. Se não vejamos, desde Rui Rio, António Borges, Grupo de Eurodeputados do PSD, entre outros, já demonstraram o seu apoio expresso, o que é significativo, dada a credibilidade e o peso político de tais apoiantes. Nessa medida, MFL pode representar para o PSD aquilo que Sócrates representou para o PS (antes de o aniquilar com o seu centralismo), ou seja, pode ser uma líder forte e com personalidade austera que agrade ao eleitorado pela seriedade com que tem encarado os cargos por onde tem passado, e com uma vantagem sobre Sócrates, a de ser e ter sido, desde sempre, coerente com os seus ideais e nunca ter enganado o eleitorado. MFL é o que está à vista, quanto a Sócrates já sabemos que não é o que parece, e isso pode fazer toda a diferença.

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