
Em meados de Abril deste ano o governo anunciou um investimento de mais de 400 milhões de Euros até 2013, na zona ribeirinha de Alcântara e no próprio terminal de contentores que existe naquela zona tutelada pela APL. Na altura, o Sr. Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, explicou que o desnivelamento das linhas de comboio será concretizado com a colocação destas num túnel por baixo da Avenida 24 de Julho e das linhas Cascais-Lisboa, que serão ligadas ao porto de Lisboa e ao terminal de contentores.
Sabemos agora através de diploma legal publicado no Diário da Republica que a empresa que explora a concessão do terminal de contentores de Alcântara viu, ao arrepio de qualquer procedimento concursal, o prazo da sua concessão estendido por mais 27 anos. Sabe-se também que a concessionaria do terminal é a Liscont, sendo que existem relações muito estreitas com a empresa Mota-Engil, que por sua vez tem na sua administração uma figura de destaque do universo socialista, o Dr. Jorge Coelho.
Na realidade o terminal de contentores de Alcântara é mais uma das adaptações em que o nosso país é fértil, sendo provisório desde os anos 80, altura em que o terminal de Santa Apolónia saturou. A sua localização na malha urbana da capital é desadequada para aquele tipo de operações e as obras previstas traduzem-se na liquidação de qualquer ideia de aproveitamento turístico para cruzeiros que, naquele local, poderiam despejar os visitantes embarcados positivamente no centro da capital, para além de que a ampliação deste terminal para o triplo da capacidade actual, de 350 000 para 1 000 000 de TEU (twenty-foot equivalent unit), significa a edificação de uma autentica parede de contentores entre o rio e a cidade. Pergunta-se então, quem ganha com isto?
A resposta está, desta vez à vista de todos… Ganha a Liscont (com a sua concessão alargada por ajuste directo por mais 27 anos), ganha a Mota-Engil (para alem da sua ligação à Liscont, e consequente partilha de proveitos, ainda será o empreiteiro que realizará as obras previstas – mais uma vez por ajuste directo), ganha o partido socialista, que assim faz o que pensa ser um “brilharete” sem gastar um cêntimo (dos tais de 400 milhões de euros que a intervenção vai custar, 227 virão da Liscont e os outros 180 da Refer e do Porto de Lisboa). Mas e o cidadão, e a cidade de Lisboa… Ganham alguma coisa com mais este “caldinho” à maneira socialista?
Sabemos agora através de diploma legal publicado no Diário da Republica que a empresa que explora a concessão do terminal de contentores de Alcântara viu, ao arrepio de qualquer procedimento concursal, o prazo da sua concessão estendido por mais 27 anos. Sabe-se também que a concessionaria do terminal é a Liscont, sendo que existem relações muito estreitas com a empresa Mota-Engil, que por sua vez tem na sua administração uma figura de destaque do universo socialista, o Dr. Jorge Coelho.
Na realidade o terminal de contentores de Alcântara é mais uma das adaptações em que o nosso país é fértil, sendo provisório desde os anos 80, altura em que o terminal de Santa Apolónia saturou. A sua localização na malha urbana da capital é desadequada para aquele tipo de operações e as obras previstas traduzem-se na liquidação de qualquer ideia de aproveitamento turístico para cruzeiros que, naquele local, poderiam despejar os visitantes embarcados positivamente no centro da capital, para além de que a ampliação deste terminal para o triplo da capacidade actual, de 350 000 para 1 000 000 de TEU (twenty-foot equivalent unit), significa a edificação de uma autentica parede de contentores entre o rio e a cidade. Pergunta-se então, quem ganha com isto?
A resposta está, desta vez à vista de todos… Ganha a Liscont (com a sua concessão alargada por ajuste directo por mais 27 anos), ganha a Mota-Engil (para alem da sua ligação à Liscont, e consequente partilha de proveitos, ainda será o empreiteiro que realizará as obras previstas – mais uma vez por ajuste directo), ganha o partido socialista, que assim faz o que pensa ser um “brilharete” sem gastar um cêntimo (dos tais de 400 milhões de euros que a intervenção vai custar, 227 virão da Liscont e os outros 180 da Refer e do Porto de Lisboa). Mas e o cidadão, e a cidade de Lisboa… Ganham alguma coisa com mais este “caldinho” à maneira socialista?
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