
Ontem recebi uma carta do meu banco com um cheque de 17.500 Euros para eu gastar como bem entendesse. Em letras mais pequeninas dizia que o respectivo crédito seria pago em suaves prestações mensais de “apenas” 400 Euros. Destino de tal carta: Lixo.
É por este tipo de assédio que a taxa de poupança das famílias fixou-se nos 8,3% em 2006, o nível mais baixo desde 1961, ano em que esta taxa estava nos 6,96%, segundo dados disponibilizados pelo Banco de Portugal (BdP). O ano de 2007 foi o terceiro consecutivo em que houve uma quebra da taxa de poupança das famílias.
No país circulam mais de 17 milhões de cartões de débito e de crédito! (somos cerca de 10 milhões…), e segundo dados do Banco de Portugal, a taxa de endividamento dos particulares era de 40% em 1995 e de 124% em 2006. Até Bruxelas considera "preocupante" o nível de endividamento das famílias resultante dos créditos fácil e cegamente concedidos, que considera ser insustentável em diversos Estados-Membros, apontando o dedo a Portugal, Espanha. Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Irlanda. Com tudo isto, os pedidos de ajuda à DECO dispararam 118% em 2007.
Tudo corria bem para a banca e para a economia, isto porque, segundo o modelo neo-liberal defendido por grandes teóricos da economia como M. King e I. Fisher, ao endividamento corresponderia a uma equivalente entrada de activos no património familiar e consequente melhoria do nível de vida.
No entanto, a realidade (como sempre) estragou a perfeita teoria neo-liberal. Assim, a subida das taxas de juro, do preço do petróleo e a concorrência feroz dos Asiáticos, levou milhares de famílias para o desemprego e para a insolvência. A ignorada e ultrapassadíssima taxa máxima de esforço para contrair empréstimos está a fazer as suas vítimas, eles são os novos pobres, vítimas do neo-liberalismo que este governo “socialista” também pratica e defende, e contra quem inevitavelmente se vão virar... “Quem vos avisa vosso amigo é”.
É por este tipo de assédio que a taxa de poupança das famílias fixou-se nos 8,3% em 2006, o nível mais baixo desde 1961, ano em que esta taxa estava nos 6,96%, segundo dados disponibilizados pelo Banco de Portugal (BdP). O ano de 2007 foi o terceiro consecutivo em que houve uma quebra da taxa de poupança das famílias.
No país circulam mais de 17 milhões de cartões de débito e de crédito! (somos cerca de 10 milhões…), e segundo dados do Banco de Portugal, a taxa de endividamento dos particulares era de 40% em 1995 e de 124% em 2006. Até Bruxelas considera "preocupante" o nível de endividamento das famílias resultante dos créditos fácil e cegamente concedidos, que considera ser insustentável em diversos Estados-Membros, apontando o dedo a Portugal, Espanha. Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Irlanda. Com tudo isto, os pedidos de ajuda à DECO dispararam 118% em 2007.
Tudo corria bem para a banca e para a economia, isto porque, segundo o modelo neo-liberal defendido por grandes teóricos da economia como M. King e I. Fisher, ao endividamento corresponderia a uma equivalente entrada de activos no património familiar e consequente melhoria do nível de vida.
No entanto, a realidade (como sempre) estragou a perfeita teoria neo-liberal. Assim, a subida das taxas de juro, do preço do petróleo e a concorrência feroz dos Asiáticos, levou milhares de famílias para o desemprego e para a insolvência. A ignorada e ultrapassadíssima taxa máxima de esforço para contrair empréstimos está a fazer as suas vítimas, eles são os novos pobres, vítimas do neo-liberalismo que este governo “socialista” também pratica e defende, e contra quem inevitavelmente se vão virar... “Quem vos avisa vosso amigo é”.
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