segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Apelo ao “Sentido Estratégico”




Postura de Estado, visão a longo prazo, capacidade de entendimento das circunstâncias, coerência nos objectivos propostos.

Demonstrando estes predicados, o Dr. Pedro Passos Coelho, e após aquilo que pareceu ser uma complicada diatribe Constitucional, parece, finalmente, poder começar a entrar, de forma decisiva, no caminho de uma Liderança com Valor e com capacidade para convencer os Portugueses que pode vir a ser alternativa ao Eng.º Sócrates.

Tendo despertado para a dura realidade de que para ser eleito como Primeiro Ministro, não bastará apenas estar à frente do principal partido da oposição, “Quid Pro Quo” comum entre vários lideres de outros tantos partidos da oposição, o Dr. Pedro Passos Coelho, em momento algum, se deverá deixar intimidar pelo PS, nem por outro lado, se deverá deixar levar por algumas posições “ultra liberais” que, talvez infelizmente, polvilham no actual PSD.

Na decorrência lógica dos pressupostos supramencionados é feito o apelo ao “Sentido Estratégico” do líder Social Democrata. Apelo para que não aceite nunca a demagógica acusação do PS sobre a pretensa paternidade dos Sociais Democratas nesta crise brutal que impende sobre o país. Tal imputação é obvia e claramente descabida. Tal como descabidas são as palavras totalmente disparatadas de certo aparelho partidário Socialista, quando acusam o líder Social Democrata de “cobardia”.

Mas o apelo não se reduz à resposta a dar a acusações injustas e injustificadas ou a ignorar certas adjectivações estéreis. O apelo é mais profundo que isso, dirige-se fundamentalmente à correcta atitude a tomar em face do orçamento de Estado para 2011. Tal documento tem uma importância vital, em face do estado critico da economia Nacional, daí o apelo ser fundamentalmente dirigido ao “Sentido Estratégico”.

Não se trata, obviamente, de estender um tapete vermelho ao Eng.º Sócrates, para o PS governar em roda livre, trata-se antes de com a aprovação do Orçamento de Estado, evitar que o país entre em estado de insolvência, consequência da descida do rating de Portugal para o tal famigerado “BB” da Grécia. Na verdade, se o Dr. Pedro Passos Coelho, com “Sentido Estratégico”, viabilizar o orçamento estará a capitalizar capital de confiança para viabilizar um futuro governo do PSD, nas próximas eleições legislativas.

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